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`Van Gogh, Eureka e outros mitos`
Autor: Suzana Ursi
 

Uma reportagem de VEJA sobre a mostra Van Gogh e as Cores da Noite, aberta em 21.09.2008 no Museu de Arte Moderna de Nova York, apresenta alguns pontos interessantes de reflexão sobre a origem de obras consideradas geniais. Gostaríamos de fazer um paralelo entre tais reflexões e a origem `quase sobrenatural` atribuída comumente às descobertas científicas.


Vejamos alguns trechos da reportagem sobre Van Gogh:
 
`...cartas e outros manuscritos inéditos do pintor que revelam que ele estudava cuidadosamente a composição de cada quadro. A tela Os Comedores de Batata, por exemplo, foi antecedida por seis meses de estudos meticulosos, durante os quais ele fez seguidas visitas à casa da família que pretendia retratar...`
 
`... era um pintor disciplinado e estudioso. Sua arte genial não caiu do céu – o que mostra, para o consolo dos mortais comuns, que até os gênios precisam estudar para chegar lá.`
 
`...O baú de Van Gogh revela que ele era um leitor onívoro que, além de sua língua materna, o holandês, devorava livros em inglês, francês e alemão.` Segundo Joachim Pissarro (um dos autores da mostra): `Ele lia tanto que podia ser crítico literário. Lia e anotava.`.
As informações da reportagem nos levam a considerar que, além dos talentos espetaculares de seu autor, a obra de Van Gogh deve-se também a boa dose de estudo e trabalho árduo. 
 
Da mesma forma, as grandes `descobertas científicas` não são fruto apenas de genialidades e grandes insights. A `lenda` da descoberta de Arquimedes, que saiu nú pelas ruas gritando `Eureka! Eureka!` após uma idéia incrível, ilustra bem essa crença de conhecimento científico originado de um pensamento espontâneo e genial. No entanto, sabemos que a maioria dos avanços científicos é precedida por muito estudo e trabalho.
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Infelizmente, nossos estudantes são, muitas vezes, levados a acreditar na errônea idéia de que o conhecimento científico é construído por poucos eleitos. Tais seres geniais seriam responsáveis por elaborar as regras imutáveis nas quais devemos acreditar... Essa crença é a base da famosa idéia de confiabilidade do que é `comprovado cientificamente`.   
 
Nós, professores, temos a tarefa de desmistificar tal crença. Acreditamos que uma ferramenta valiosa nesse processo é o estímulo a trabalhos de investigação científica para jovens estudantes. Vivenciar o `fazer ciência` pode facilitar a construção de uma visão mais realista sobre a origem dos conhecimentos científicos por parte dos alunos, bem como auxiliá-los na análise crítica de informações e fatos relacionados à Ciência.
 
Reportagem completa sobre Van Gogh: http://veja.abril.com.br/011008/p_162.shtml

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